O desejo ardente para construção da Paroquia surgiu no ano de1955, com organização de famílias que fundaram a primeira Capela católica do Rio Pequeno, Capela de São Paschoal Baylon. Na época as famílias traziam padres carmelitas, franciscanos e Santa Cruz, do centro da cidade para administrarem os sacramentos. No ano de 1964, começou um trabalho mais efetivo de pastoral, porém ainda, em caráter muito precário, iniciando se assim em 01 de maio de 1964 a construção da Igreja de São Patrício.

Com muitas lutas a Comunidade no dia 06 de abril de 1966 se reúne para a primeira missa no pavimento térreo, onde hoje corresponde o Salão Paroquial, celebrou o primeiro sacramento do Batismo em 16 de março de 1966 (conf. livro de batismo). Por volta de 1975 estava concluído o pavimento inferior e superior. Com a graça de Deus e o impulso do Espírito Santo, a “arvore” cresceu e continua dando frutos.

Conforme dados dos Registros de Batizados passaram alguns “párocos”, vigários e administradores paróquias. Vamos acompanhar:

1° Pe. Ciaran Needham de 03/1966 12/1982 Fundador e Primeira Pároco.
2° Pe. Milton Trajano de Menezes 08/1982 12/1987 Pároco
3° Pe. Konrad Korner 12/1987 06/1989 Pároco
4° Pe. Pedro Lima Vasconcellos 06/1989 01/1990
5° Pe. José Carlos Freitas Spinola 01/1990 01/1995 Pároco
6° Pe. João Carlos Deschamps de Almeida 03/1996 01/2008 Pároco
7° Pe. João Carlos Borges 01/2008  a 14/01/2018.
8º Pe. José Carlos Freitas Spinola 20/01/2018 Atual administrador paroquial
9º Pe. Ernandes Alves  30/12/2017 Vigário atual

CINQUENTA ANOS DE HISTÓRIA

“Cinquenta Anos de Batalhas e Vitórias, Cinquenta Anos de Oração e Sacrifício, Assim nasceste, Paróquia  São Patrício”. No dia 27 de maio nossa paróquia completa cinquenta anos de existência. Abrimos o ano de graça no dia 13 de março de 2016 em missa presidida por nosso Arcebispo Metropolitano, Dom Odilo.

No próximo dia 26 de maio, por ocasião da festa de Corpus Christi, vamos render graças a Deus por esta data especial na vida de nossa Paróquia. Segue abaixo o decreto de criação de nossa paróquia.

CÚRIA METROPOLITANA DE SÃO PAULO

DECRETO

FAZEMOS SABER QUE, atendendo às necessidades espirituais de Nossa Arquidiocese, tendo obtido parecer favorável do Colendo Cabido Metropolitano e ouvindo os Párocos confrontantes, usando de Nossa Jurisdição ordinária e de conformidade com o Código de Direito Canônico. Havemos por vem criar a Paróquia amóvivel de

SÃO PATRÍCIO, de Rio Pequeno

formada com territórios desmembrados da (s) Paróquia (s) de

Sagrada Família de Vila Yara, e de Santa Maria Goretti, de Vila Gomes,

e cujos limites vão adiante declarados.

Gozará a dita Paróquia de todos os direitos e privilégios que couberem e terá seus Livros de Assentamentos de Batizados e Casamentos, feitos em duplicata e préviamente rubricados na Cúria Metropolitana. Portanto, damos por erigida e constituída esta nova paróquia de Nossa Arquidiocese, mandando que seja este Decreto lido num domingo ou dia santificado e integralmente registrado no livro do Tombo da Paróquia, bem como no registro de Paróquia da Cúria Metropolitana.

Dado e passado em Nossa Cúria Metropolitana, aos 27 de maio de 1966.

Assinado pelo Arcebispo Metropolitano +Agnelo Cardeal Rossi

 

A CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA PARÓQUIA

Por Dalva Calderon da Silva

Foi nos anos 60 que os moradores do bairro, junto com o Padre Kirano, abraçaram a ideia da construção de uma nova Paróquia. Foi comprado o terreno e se iniciou a construção, sendo que os moradores se empenharam na ajuda. Uns procuravam arrecadar verba, outros se doavam aos sábados, domingos e feriados, na obra.

Naquela época não se fazia bingo, era leilão e era doada prendas diferentes,por exemplo: cabrito; porco; galinha; frango assado; bolos; etc.

Meu pai Senhor Francisco, mais conhecido como Senhor Chico, ou Calderon, junto com o Senhor Basílio; Senhor Aristides; Senhor Moisés e Senhor Paulo, construíram muito. Colocaram as mãos na massa junto com o Padre Kirano.

Senhor Moisés era aquele que ia nas casas receber contribuição dos moradores, em dinheiro. Que não eram muitos e os comerciantes eram contados nos dedos (eram poucos).

O Padre Kirano fazia visita nas casas, arrecadava alimentos. Fazia isso andando a pé. Sol ou chuva ele sempre marcava sua presença.

Lembro-me que foi doada uma perua Kombi para o Padre Kirano, mais ele vendeu e empregou o dinheiro para as obras da Paróquia São Patrício.

Meu pai foi congregado Mariano, junto com o Senhor Justino, tio da Teresinha.

Vi ser celebrado uns dos 1ºs casamentos, no salão Paroquial. Sendo que o casal são meus amigos de infância. Ele Mauro e ela Maria Lúcia. Infelizmente não tem fotos. A cerimônia foi realizada pelo celebrante o Padre Kirano.

O Salão paroquial estava em construção, quase não tinha bancos. Colunas no meio do salão, piso rústico, as paredes sem rebocar.